Até parece que ele é um estranho
Um estranho que aninho contra meu peito
Com zelo pelas horas do sono profundo
Que velo sem pedir qualquer coisa que seja...
Pareço eu estranha ao tempo
Tempo que nos rodeia a tantos milhões de minutos
Contemplando um céu carregado de incertezas
Pelo futuro que não se destina a quase nada...
Estrenheza que não gosto... não a quero
Não a pertenço...
Meu segredo não é só meu,
é de uma alma inteira que tento conter entre quatro paredes
é de um desassossego que ronda minhas madrugadas infindas
sem luz, sem calor, no raiar de mais um dia escuro
'Ser feliz é uma estrada sem fim'
Tens a força de me fazer mais dona de mim
Tens o talento de me ter como tua
Tens a beleza no olho que tanto almejo
Tens a face doce que escorre minhas lágrimas
Tens em ti meus sonhos como teus
E disso nada foge
Nada se estingue, prepetua-se apenas...
Seria fácil demais ser fácil a visão do outro
Seria dulcissimo ter mapeada todas as digitais
Mas para ser puro e solene precisa ser um tantinho estranho
Um pouco oculto
Para ser impar
Para ser único
Para ser...
(a preteza que o tempo faz de aproximar tanto as pessoas ao ponto de torna-las estranhas umas as outras... o que fazer?)
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