segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Danou-se, ela é(sta) com (o) um vírus

Deitada sobre os lençois, ela vê apenas o teto sob si
Mas que teto que tentava conrompe-la
A massificar seus pensamentos
A desviar o foco para o absurdo obsoleto
A mostrar o que nem queria mais ver...

Sentiu-se assim, como que doente
Levando os dedos ao redor do que tinha
Continha entre as palpebras um risco de lágrima
Sem saber a que juizo fazer
Do seu vil encontro de 'seres'

E ela esta com um virus
Só pode ser um vírus!
Não há outra explicação!
Não há controle,
Nem poesia suficiente que explique
A abstração contida em seus olhos...


Ataca,
Aflinge,
Cala,
Inflinge,
No mais absorto pudor de si
Deixando o rubor na face por dias atras
Atroz, ele vaguei em seu corpo, em seu destino...


A mercadoria não tem formato
Não sabe despachar
Não tem endereço!


Os lábios vermelhos, na boca manchada
Pela respiração ainda ofegante
Num corpo inerte e quente
Contemplando
Devagando pelo que não será mais...


Ela dorme,
ainda pelo cançaso oferecido em braços alheios
Silenciosamente,
ela dorme,
Perene ainda é o que sente
Perene seria o que talvez pudesse ser...

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