quinta-feira, 13 de novembro de 2008

À minha querida amiga
que há tanto vejo verter lágrimas do desamparo do amor
A essa maria que não é de outro
É de si
É dela mesma os pés e caminhos
É dela mesma o sorriso que brota fácil
É dela e do mundo os seus passos
E que não deixe-se dar a ninguém

Ah, querida de tantos
Deixa que teus dias siguam na paz de tua morada
Não deixe que invadas tua casa
Faça a bagunça
e então... vá-se embora

Não deixe a luz furta-cor entrar
Fazer charme a teus olhos
e desses olhos
fazer mais um dia ter em vão sentido

Permita-se ser maior que a conspiradora natureza desleal
Não te pertence o esmorecer
A tua morada acolhe apenas
A quem os teus braços deixa abraçar

(A pessoinha que um dia descobri como a amizade mais de graça
e que me entristece ver a graça perde-se dos seu olhos
e que me entristece não ver mais a plenitude do sorriso
agora roubado por um estranho no ninho...)

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