sábado, 15 de novembro de 2008

Minha morada é só minha!

Minhas ancas ainda dançam ao som
Da voz do moço cantor
Do bar da esquina
Da noite quente de verão

Minha cintura fina
Deixa nos olhos daquele moço
A sede pelo impossível
Das mãos ao violão, do tato, sem apreço, sem passado

E eu espero ver mais um dia raiar!
Espero que ele cante ao meu ouvido
O aviso que deixei num pedaço de papel
Em letras miúdas, bem feitinhas

A melodia escondida entre um olhar e outro
Entre um e outro copo de cerveja
Entre os lábios, pernas e braços
Da minha mais sincera gentileza em ceder-me

Chega de tentar dissimular!!!
é assim isso mesmo... assim...
Não precisa de pretexto nem texto decorado
deixa que eu te lembro o contexto
deixa que eu te conduza na minha dança
deixa-me dançar
quero dançar com (em) você
quero esquecer a minha falsa alegria...
...quero encerrar em ti a minha solidão...

Quero beber esta noite!!!
Do alcool
De quem sabe algo mais...

Quero beber à melancolia de tantos dias
À sede de nem sei o que
Quero beber ao desejo de não desejar...

Um brinde, seu moço!

O tempo muda!
Mas a morada ainda é só minha...
A morada onde te abrigo
Ainda é minha...
Mas o tempo muda...

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