domingo, 22 de novembro de 2009

eu sou a inconstancia e o perigo.
aquilo que beija e morde
que faz da noite um dia novo
e dos lençois a tua manta de rei.

eu sou o principio da queda de um precipicio
o medo de olhar para o ontem
a bebida que brinda o arrependimento
sou teu porre e a tua sensatez

sou a loucura que te embriga
e leva ate o ultimo dia de vida
sou a tua falta de nexo e beleza
e a tua caricia mais desejada

sou a tua adormencia credulidade nesse mundo
a suavidade da dor que a saudade deixa
a insistente necessidade de estar
o cheiro do que é doce e bom
mas impuro e intocavel

sou a tua rebeldia em querer o que não é teu
a tua madrugada quente de insonia
teu ultimo pensamento antes de dormir (eu sei)
o ultimo plano, mas o mais emergente

eu sou uma mácula ja tatuada
sou a indecencia quando me olhas no espelho
sou tua indefinida forma de amar
a tua temida fuga - o meu olhar...


[distante do mundo, da voz que a muito não ouço
distante percebo a luta para não mais quereres
distante ainda pensas que estas de mim
mas ainda assim
estou mais perto
e sou eu o que procuras ao tentar não me achar...]
ao elo perdido, nessa bibliografia mal referida!
.


participo.

participo de uma nova consciencia coletiva

mas preciso ser unico!

participo de uma coletividade massificada

mas preciso ver o uno.

participo

da minha inconstancia
da minha insistencia em ter dois polos
da extremidade verticalizada
de duas vivas vidas
cheirando a subversão consciente
remedio para minhas duvidas

participo do meus desaprendizado em escolher
o que vestir
o que comer
o que amar
o que olhar
e para o que? e para quem?

eu
eu participo!

fica melhor conjudado - pronome pessoal seguido de verbo no presente do infinitivo...

eu ainda contaria de credito?
ainda valeria?
uma galeria cheia de quadros brancos...

sem saida! sem saida!
a placa esta em outro idioma e aponta uma direção indecifravel ainda!

preciso aprender um outro idioma, uma nova otica, uma nova conotação.
o mundo é grande demais mas não o suficiente para meus medos
tampouco para minha falta de escrupulos.

ser gente... quero ser gente, não um disfarce ambulante do que precisa ser visto...
minha roupa bonitinha - disfarce de bobo da corte.

corto as alianças e todas as palavras de amor proferidas
necessito da verdade diante de mim
corto as amizades esquecidas
afinal, para que serve o passado?
a saudade nem é tão boa de sentir (quase nunca)
so deixa presente o que não foi ou poderia ter sido.

hoje ri.
e participo da ideia do riso.
queria outro sorriso
que não posso ver
nem pedir
ou oferecer...

queria que a distancia fosse elastica
e pudesse comprimir entre os dedos
só pra deixar dias curtos e outros longos.

mas disso eu não participo... só ue eu acho que pode pertencer a mim...
... as ilusões ainda me restam...

.
pensei num tempo razoavel para reavaliações
gastar algumas horas em pensar novas diretrizes
novos segredos e rotas de algum mapa perdido
mas eu ainda que não me encontrei em nenhum caminho
sobrevivo diariamente na selva contruida
por meus insessantes e descretes verbos mal conjugados
entre pessoas e falas e dores que não são minhas
mas acolho-as pois a essencia das coisas ja não consigo enxergar
deixo as vezes minhas sandálias e tento caminhar descalça
achando que em algum lugar as pedras farão efeito
a minha alma hoje um tanto (esquisitamente) insipida
e mesmo na rigidez de alguns sentimentos
a anestesia de muitos dias que se seguem
acabam como num copo de cerveja quente
amarga do inicio ao fim
não tenho como ser doce
nem esperar algo menos amargo
deixo nos teus olhos uma disconfiança disfarçada
de um sentimento desesperador - a necessidade
por esta ser sem nexo e cheia de motivos para não existir...
e assim penso por tantas vezes que ate escuto um longinquo 'adeus'
não vendo mais aquele afago entre os meus dedos
nem nada mais em comum
e isso faz com que meus pés, já nus, sintam a dor mais intensa
onde me curvo, sento, e choro mais uma ultima vez
pois todas são sempre 'a ultima'...
nossos laços estão meio ou quase frouxos
tateamos um amor no escuro de uma floresta brincante
que inventamos para ter sentido em sentir
nosso segredo
nosso olhar
nossa casa meio bagunçada pelos filhos que ainda não vieram
mas que ja fazem parte de um leito de rio
que corre contra o mar

e penso que a vegetação que vejo verde
e que aos poucos vai sumido a cada quilometro rodado
em tantas quintas e sextas-feira
no agreste, secando como eu
que quanto mais longe estou de mim
mais chego perto de você
se é atraves de você que fujo de mim...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ISSO

. _ .

e 'isso' que chega toma conta
adormece
acorda
levanta
e sai
sem pedir licença
'isso' chega e se vai
se vi as vezes nem sei
nem da tempo
pra 'isso' estabelecer-se
mesmo sabendo que já é
da-se o direito a não escolha
a não ter hora convencional
para deixar meus olhos sorrindo
meus dedos aflitos
e estomago revirado

'isso' não escolhe a medida da saudade
da vontade de não ir
nõe espera recompensas
nem um beijo mais demorado
ao subir as escadas
num canto escuro qualquer

'isso' que não ouso falar, diissertar, nem pensar
nem dei nome
nem acalentei no meu peito (daria trabalho demais!)
chega e vai embora
sorrateiramente
com seu codinome composto
com cheiro bom e de reticencias...

._.

[nem isso!
só meu sorriso o-culto e pronto!]