aquilo que beija e morde
que faz da noite um dia novo
e dos lençois a tua manta de rei.
eu sou o principio da queda de um precipicio
o medo de olhar para o ontem
a bebida que brinda o arrependimento
sou teu porre e a tua sensatez
sou a loucura que te embriga
e leva ate o ultimo dia de vida
sou a tua falta de nexo e beleza
e a tua caricia mais desejada
sou a tua adormencia credulidade nesse mundo
a suavidade da dor que a saudade deixa
a insistente necessidade de estar
o cheiro do que é doce e bom
mas impuro e intocavel
sou a tua rebeldia em querer o que não é teu
a tua madrugada quente de insonia
teu ultimo pensamento antes de dormir (eu sei)
o ultimo plano, mas o mais emergente
eu sou uma mácula ja tatuada
sou a indecencia quando me olhas no espelho
sou tua indefinida forma de amar
a tua temida fuga - o meu olhar...
[distante do mundo, da voz que a muito não ouço
distante percebo a luta para não mais quereres
distante ainda pensas que estas de mim
mas ainda assim
estou mais perto
e sou eu o que procuras ao tentar não me achar...]
ao elo perdido, nessa bibliografia mal referida!