pensei num tempo razoavel para reavaliações
gastar algumas horas em pensar novas diretrizes
novos segredos e rotas de algum mapa perdido
mas eu ainda que não me encontrei em nenhum caminho
sobrevivo diariamente na selva contruida
por meus insessantes e descretes verbos mal conjugados
entre pessoas e falas e dores que não são minhas
mas acolho-as pois a essencia das coisas ja não consigo enxergar
deixo as vezes minhas sandálias e tento caminhar descalça
achando que em algum lugar as pedras farão efeito
a minha alma hoje um tanto (esquisitamente) insipida
e mesmo na rigidez de alguns sentimentos
a anestesia de muitos dias que se seguem
acabam como num copo de cerveja quente
amarga do inicio ao fim
não tenho como ser doce
nem esperar algo menos amargo
deixo nos teus olhos uma disconfiança disfarçada
de um sentimento desesperador - a necessidade
por esta ser sem nexo e cheia de motivos para não existir...
e assim penso por tantas vezes que ate escuto um longinquo 'adeus'
não vendo mais aquele afago entre os meus dedos
nem nada mais em comum
e isso faz com que meus pés, já nus, sintam a dor mais intensa
onde me curvo, sento, e choro mais uma ultima vez
pois todas são sempre 'a ultima'...
nossos laços estão meio ou quase frouxos
tateamos um amor no escuro de uma floresta brincante
que inventamos para ter sentido em sentir
nosso segredo
nosso olhar
nossa casa meio bagunçada pelos filhos que ainda não vieram
mas que ja fazem parte de um leito de rio
que corre contra o mar
e penso que a vegetação que vejo verde
e que aos poucos vai sumido a cada quilometro rodado
em tantas quintas e sextas-feira
no agreste, secando como eu
que quanto mais longe estou de mim
mais chego perto de você
se é atraves de você que fujo de mim...
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