terça-feira, 12 de outubro de 2010



...


Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em ver denovo
Em folha, em graça
Em vida, em força, em luz

Céu azul
Que venha até
Onde os pés
Tocam a terra
E a terra inspira
E exala seus azuis

Reza, reza rio
Corrego pro rio
Rio pro mar
Reza correnteza
Roça a beira
A doura a areia...

Marcha um homem
Sobre o chão
Leva no coração
Uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão
Da infinita beleza...

Finda por ferir com a mão
Essa delicadeza
A coisa mais querida
A gloria, da vida...

...


[e então que o mundo das idéias
sumiu-se como que um dia inteirinho de eclipse
onde o sol se esconde por tras da lua
onde a luz pouco ilumina
pouco se cria por baixo dela...
mas, mesmo que adormecido
ainda doura os labios de que tem no peito as palavras pulsando
e como num surtro caotico
distorcido, reencontram-se
em letras e versos
o desejo de dizer mais alguma coisa
mesmo que seja pra ninguem ouvir...
.
.
.
e volta (com muiyo calor) a Luz do sol! ]

segunda-feira, 31 de maio de 2010

busco os meus olhos em você
é só você me achar
para 'meus olhares' sempre te ver
como uma lua no luar

no dia vinte e sete de mais 'adetras'
eu ouvi meu nome
eu me vi mais ai com você
e eu ganhei um Sol tão gigante maior do que a mesma noite
a mesma que eu guardei de tiquinho e tiquinho
que eu mesma guardei...

e esquecendo minha insônia
meus dias de um soneto só
sozinho e andarilho
ganhei de mim um sorriso
de cor de rosas vermelhas
escritas num cartão inesperado

hojé é preciso apenas teus pés quentes
e tuas mãos lançadas em meu quadril
pra ter a certeza da seguraça
de que eu não fuja de ti
nem de mim

eu preciso repousar meus olhos ainda
na possibilidade da tua entrega na hora marcada
pra beter o ponto de mais um dia
que sinto teu cheiro
que eu o sinto mais perto de mim
mesmo ainda perdendo o medo


e agora a saudade é a tua presença na ausencia...

e se me pedes que eu fique aqui
e não me vá pra tão longe trê dias por semana
fico eu no teu caminho
esperando que me dês o entrelaçar dos teus dedos

quero uma fotografia nossa
pra ser de fato minha armadura de brilhantes
porque os risos de tantos por nós já alimenta
esse amor renascido


[hoje tinha uma lua tão linda no céu...
parecia mais um dia,
nosso dia...]
meio off line
silenciosamente meio a meio
dias abruptamente desenvolvidos
divididos em espelhos sem reflexo revisto
sem semblante
sem mentir mais um pouco
uma dose diária de honestidade e suor

sem desmbafcar desse trem bala
nem para um chá as cinco
sente os pés dormentes
de uma mente adormecida
fantasiada de um carvanal que não se ouve
despedidas
nem do passado, presente, ou futuro longiquo e impossivel

nem eu nem Alice
achou o pais de maravilhas
nem eu
nem tu

meu rosto que vejo despidamente
pede um puco mais de sono
ou um copo mais cheio
a metade ja é de praxi
é preciso alcool, é preciso um torpor imediato
é preciso de sol e de frio
do meu arcondicionado a meia-noite
e afastar os pesadelos de minha autoria


[e esse tempo louco que não passa!!!!]

quinta-feira, 25 de março de 2010

não precisava por hoje vestir o meu rosto de tristeza
não precisava dançar conforme a tua musica
impulsiva, dolorosa e cheia de feridas incuraveis

não precisava segurar entre as mãos
mais um sopro de desavenças
desencontro, ruas sem saida
não precisava de mim extrair mais um pranto

ao devolveres meu carinho,
devolves a mim a certeza do 'nunca mais'
se plantas o teu rancor, aceitas que eu não o regarei

não aceito insensatez!

talvez não percebas que já é hora de não mais olhar para ti...
regasses tu mesmo a tua ignorancia
a tua forma de me ferir para fazeres o teu sofrimento a mim presente

devolvesses hoje não apenas pedaços de um passado
devolvesses um futuro que nunca será
um pedaço do meu eterno carinho
da minha mais profunda certeza
nas palavras que te dei...

mas... são as ultimas...

aplausos ao teu recomeço!!
que a vida te engula e te acolha nos braços!!
que enxergues um pouco mais que a cegueira iluminada
porque a luz quando brilha demais
ofusca os olhos...

domingo, 7 de março de 2010

'Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa,meu amor

Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração

Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor

Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá prá ti e prá mim

Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração'

(1º de julho - Renato Russo)

[para um instante de insanidade
a percepção de si desperdiçada
numa embriaguez lucida e escolhida
para alguem de minha autoria
para minha historia pregressa
para minhas escolhas de mulher -homem
metade de mim que ainda existe
minha tortura silenciosa
de um bem-querer, de um mundo feito de sonhos
projetos, futuro
de um coração pequeno, mas nada breve
para o que fui ontem
e as consequencias de hoje...]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

- 'fala garota, como vai?'

- sabe que não sei...

não sei muito bem... acho que com medo da construção.

não sei como explicar sabe garoto.

com medo de não ver sentido, de não querer mais andar...

mas ainda não é fácil desistir...

medo de não mais acreditar no que acreditei por tanto tempo...

mas com uma vontade grande de mudar... nem que seja a senha

para não ver mais ninguem bisbilhotar a minha caixinha de sonhos 'quase' impossiveis

mas ainda meus....
.

há uma (in)diferença de como você me vê
ainda resta uma diferença...
como se fizesse parte de algum outro lugar
que não compartilha do seu habitat
nem dos outros que o cercam
me cercas, me rendes...
... e sou ainda diferente
e por tantas vezes indiferente ou sobrenatural
nada normal e vivo
como tantas vezes quis ser...
e como posso não perceber isso
se as tuas palavras não servem para mim
para tantos fazem todos os sentidos
e sem perceberes me exclui
me impedes de chegar a ti
afastas de minha intimidade
de ser um pouco mais normal...
sem entender ainda muito bem
fico com os olhos tão cansados
sem querer mais esperar e ver mais e mais vezes
o que nunca será para mim...

por hoje dipenso o 'como você esta'...
pois ja acredito não estar
entre as suas palavras escolhidas e dadas a alguem
que nem sempre são ' um qualquer'
'um sem querer' não entenda
mas entendo, não serão nunca minhas
se dadas a força, mas sem forma, sem pensamento

só precisava de um anjo
que visse as lagrimas que alagam as ruas dentro de mim
acalmasse meu coração
e me visse além de uma escova a mais no armario
ou um corpo sob o lençol...

queria essas palavras que nunca foram minhas
nem serão...
... mas que sempre esperei...

.

[disfarçadamente,
ainda sinto muito...]

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


"Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo."



O grande desafio humano é resistir a sedução do repouso, pois nascemos para caminhar e nunca para nos satisfazer com as coisas como estão. A insatisfação é um elemento indispensável para quemm mais do que repetir, deseja criar, inovar, refazer, modificar, aperfeiçoar.



Assumir esse compromisso é aceitar o desafio de construir uma existencia menos confortavel, porém ilimitada e infinitamente mais significativa e gratificante.



(Mario Sergio Cortella - In: Não nascemos prontos!, Provocações filosóficas, 8ºed. Ed. Vozes)

domingo, 6 de dezembro de 2009

“Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.”


(Cecília Meireles )

Ainda é preciso a mutuabilidade.
Certas coisas precisam de reciprocipicidade.
Não quebrarei esse silencio, custa-me muito.
Custa-me um punhado de sentimentos
E uma cede que não sede.
Esse porto que não me recebe como viajante
Marinheiro de uma tarde só
Esquece que de mim fica muito
Mas pouco ainda consigo levar
E ainda levo-o todos os dias
E à meia-noite fico a esperar
Espreitando por cima do muro
Por todas as horas da madrugada da sexta-feira.
E sobra-me o sal... o excessivo sal
Que não deixa a raiz brotar e trazer mais significados.
Ainda há ausencia, pois meu chamado ainda é fragil demais...
Para que eu seja uma musica ao teu ouvido...

domingo, 22 de novembro de 2009

eu sou a inconstancia e o perigo.
aquilo que beija e morde
que faz da noite um dia novo
e dos lençois a tua manta de rei.

eu sou o principio da queda de um precipicio
o medo de olhar para o ontem
a bebida que brinda o arrependimento
sou teu porre e a tua sensatez

sou a loucura que te embriga
e leva ate o ultimo dia de vida
sou a tua falta de nexo e beleza
e a tua caricia mais desejada

sou a tua adormencia credulidade nesse mundo
a suavidade da dor que a saudade deixa
a insistente necessidade de estar
o cheiro do que é doce e bom
mas impuro e intocavel

sou a tua rebeldia em querer o que não é teu
a tua madrugada quente de insonia
teu ultimo pensamento antes de dormir (eu sei)
o ultimo plano, mas o mais emergente

eu sou uma mácula ja tatuada
sou a indecencia quando me olhas no espelho
sou tua indefinida forma de amar
a tua temida fuga - o meu olhar...


[distante do mundo, da voz que a muito não ouço
distante percebo a luta para não mais quereres
distante ainda pensas que estas de mim
mas ainda assim
estou mais perto
e sou eu o que procuras ao tentar não me achar...]
ao elo perdido, nessa bibliografia mal referida!