terça-feira, 12 de outubro de 2010



...


Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em ver denovo
Em folha, em graça
Em vida, em força, em luz

Céu azul
Que venha até
Onde os pés
Tocam a terra
E a terra inspira
E exala seus azuis

Reza, reza rio
Corrego pro rio
Rio pro mar
Reza correnteza
Roça a beira
A doura a areia...

Marcha um homem
Sobre o chão
Leva no coração
Uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão
Da infinita beleza...

Finda por ferir com a mão
Essa delicadeza
A coisa mais querida
A gloria, da vida...

...


[e então que o mundo das idéias
sumiu-se como que um dia inteirinho de eclipse
onde o sol se esconde por tras da lua
onde a luz pouco ilumina
pouco se cria por baixo dela...
mas, mesmo que adormecido
ainda doura os labios de que tem no peito as palavras pulsando
e como num surtro caotico
distorcido, reencontram-se
em letras e versos
o desejo de dizer mais alguma coisa
mesmo que seja pra ninguem ouvir...
.
.
.
e volta (com muiyo calor) a Luz do sol! ]

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