terça-feira, 11 de novembro de 2008


Mihas unhas vermelhas ainda falam de mim
A menina-mulher que se esconde sob a tinta
O encarnado do escarnar,
de pele branca e fina
deixa que a cor vespertina conte sua historia
a intima historia feminina

Mas não sei mais se as quero vermelhinhas
Quero o sintilante
Brilhante ao teu olhar

A simples e comedida cor
Da alva
Da branca
Da seda
Da alma refeita
Sem manchas
Sem espera... sem escolhas!

Mas não sei mais se as quero vermelhinhas
Quero a cor do lábio meu
As vezes escuro, ás vezes escondo
As vezes nem quero querer
Mas...

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