domingo, 26 de outubro de 2008


Quem disse que saudade se mata?

Que disse seu moço ai sentado à beira da minha rua

À beira, a margem do destino

Quem disse que disso não se faz a espera

Apenas se faz de conta que ela morre

O velório é infinito,

Onde se chora sem a lágrima cair

Onde se mata o morto sem vê-lo

Onde se quebra no silêncio a dor de uma ausência

É simples e completamente desnecessária a privação

A conspiração que o tempo sem medida traz a distância de um elo

Quem disse que ela se mata,

A saudade sempre fica

Entre os olhos de quem se aproxima só um pouco

Mas logo, logo

Faz questão de deixá-la de presente!



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