Quem disse que saudade se mata?
Que disse seu moço ai sentado à beira da minha rua
À beira, a margem do destino
Quem disse que disso não se faz a espera
Apenas se faz de conta que ela morre
O velório é infinito,
Onde se chora sem a lágrima cair
Onde se mata o morto sem vê-lo
Onde se quebra no silêncio a dor de uma ausência
É simples e completamente desnecessária a privação
A conspiração que o tempo sem medida traz a distância de um elo
Quem disse que ela se mata,
A saudade sempre fica
Entre os olhos de quem se aproxima só um pouco
Mas logo, logo
Faz questão de deixá-la de presente!
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