Encontrei no silêncio as respostas
De perguntas ainda refeitas
Insistentemente reféns
Do mau hábito que adquiri
Em não saber dar 'murro em ponta de faca'
Pra não querer perder o precioso tempo
Que as lágrimas levam para descer pela face
Perder o que nunca foi previsto
Nem definido... mas insistente
Em permanecer, sem qualquer discrição
A ferro marcado ainda
Nos dias que se arrastam
Sem cor, sem cheiro, sem nada...
... o vazio reina e o bobo dessa corte brinca solenemente
Dança de saltos altos e finos
Sob a névoa que ainda assola a madrugada fria e vazia
Sem notícias, postais...
Digo que permanece quieta, a espera, a olhar
Mas inquieta... pela ardida presença
Por mais que ausente
O silêncio as vezes tapa buracos...
... por vezes rasos...
... por vezes fundos demais...
Não vale a fisgada de uma dor
Não faz rima esse poema
Nem pra falar, nem pra calar
Resume-se a não entender o que responde
A falta de não-sei-mais-o-quê!
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