sábado, 12 de julho de 2008

O silêncio às vezes tapa buracos...

Encontrei no silêncio as respostas
De perguntas ainda refeitas
Insistentemente reféns
Do mau hábito que adquiri
Em não saber dar 'murro em ponta de faca'
Pra não querer perder o precioso tempo
Que as lágrimas levam para descer pela face
Perder o que nunca foi previsto
Nem definido... mas insistente
Em permanecer, sem qualquer discrição
A ferro marcado ainda
Nos dias que se arrastam
Sem cor, sem cheiro, sem nada...
... o vazio reina e o bobo dessa corte brinca solenemente
Dança de saltos altos e finos
Sob a névoa que ainda assola a madrugada fria e vazia
Sem notícias, postais...
Digo que permanece quieta, a espera, a olhar
Mas inquieta... pela ardida presença
Por mais que ausente
O silêncio as vezes tapa buracos...
... por vezes rasos...
... por vezes fundos demais...
Não vale a fisgada de uma dor
Não faz rima esse poema
Nem pra falar, nem pra calar
Resume-se a não entender o que responde
A falta de não-sei-mais-o-quê!

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