Ultimamente tenho tentado fugir
do tempo...
do tempo que me dou
quando me sinto vencida por meus
insistentes pensamentos
Queria ter o dom da abstração
mas não consigo
desfazer de mim, dos meus sinais
tão marcados na pele
nas palavras silenciadas
Sempre foi bom poder olhar para o chão
ver meus pés plantados
regados todos os dia
esperando o florescer
a cada passo, a cada erro
Mas, ultimamente tenho evitado
olhar para tras...
tenho tentado não sentir tanta falta...
Queria ter a noção exata
a dimensão de tantos 'porquês' ainda sem respostas
desfazer minhas malas
ou refaze-las, uma nova e longa viagem
... falta-me ainda coragem...
para olhar meus próprios olhos
que um dia deixei que levassem o brilho
de uma inocente criança que guardava a sete chaves...
Preciso perder-me completamente
e sozinha
entre tantos
para sentir-me
quase nada
para dar forma
ao vazio
que hoje
faz de mim
o que
qualquer um
ainda
consegue ver...
Quase nada me restou
e ultimamente preciso me achar...
Ei moço,
caso (me) encontre
segue no próximo post
o meu endereço...
O preço do resgate:
(...)
meu mais doce e sincero
beijo...
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