apareceu um sobra inquieta
atras de mim
enquanto caminhava
pela alameda de 'minhas ruas'
Uma sombra sem forma
furta-cor
Silenciosamente
discretamente movia-se...
Permaneci inerte por tantos
por poucos
por quase nada
nada que me fez
mais nada.
Arrasta-se sem fim
sem sentido
minha companhia diaria
dispensavel consciencia
pesada
lenta
um trem em estrada de ferro
mas em movimento...
Peço-lhe um palpite:
um novo nome.
Quem sabe faço essa
a minha mascara de carnaval
e brindo
e brinco
com passos-dados
passo-combinados
e brindo
e brinco
com os dias que se sucederão?
(o sol do meio-do-dia ajuda a esquecer
que em mim vive uma sombra...
...ela some, por um momento ela some
basta-me um olhar...)
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