segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

(...)

Um silêncio e só...
nada de melodia sem nexo
nada de filosofia
nem poesia
nada de mim
para nada
para ninguém

Outro dia pensei que não veria o amanhecer...
...duvida cruel...
duvidar de que a luz volta a surgir
e romper a escuridão que se apossa
dos olhos de quem vela a noite
Duvidas minhas...
solitariamente fechada
sem retorica alguma
sem face
na face da melancolia
o que não pode ser mudado
e mudo está!

Meus desejos de papel
queimados e desligados da tomada do
corre-corre do
dia-a-dia
de minhas letras embaralhadas e baratas

... sem qualquer fundamentação teórica e prática... sem elo...

Meu vestido azul anda solto e sozinho
cheio de 'vazios'
cheio de rastros
cheio de um tamanho minusculo de mim
das pedrinhas de tantos sapatos
junto-as e levo comigo...

Consigo anda preso meu olhar mais distante
mais um fleter desprendido
um silencio
uma letra inacabada
de um texto qualquer
sem retrato
nem forma
- preto e branco-
como um 'nada' para ninguém...

Nenhum comentário: