meus dedos estão dormentes e frios
descalços
nus
e sombrios...
minhas ilusões perdidas
no tempo espaço
na dor
no frio dos teus olhos...
minhas mãos
sós
sangrando ainda a perda
da minha verdade
aplaudem por hora
as mentiras
o chão perdido...
...a porta ficou aberta
não moro mais...
onde será
onde estarão
minhas digitais
- de mentira -
- de verdade -
sem respostas
sem volta
?
um verbete assim
quase sem jeito
obscuro
não mais segredo
mas vazio...
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