"Eu não meu senhor!"
Eu brinco apenas com as palavras malfadadas depois de um dia que quase não se acaba!
E me chamam de louca, louca e cheia de devaneios absurdos!
E me dizem: um, que é apenas besteria; outro, que 'adora' as minhas letras!
Entenda que me transporto a um lugar mais desconhecido
Pertinho de um asteroide, vizinho ao do seu vizinho!
Permito-me apenas ecrever cartas sem endereço definido
Para falar entre-linhas do saudosismo do que jamais fui...
E o que é a poesia senão a forma absurda de criar um contexto para o que não se ver, não se toca, apenas se sente...
E o que a poesia senão o mais concreto abstrato
A falta de absurdo e a libdinosidade disfarçada de pudor, de amor
Se tudo e todos no fundo carecem de palavr-as ou -ões!
Se todo mundo carece de um verso malcriado e abandonado entre os lábios, lençois, confetes e serpentinas
O que seria da dor e do amor sem a fonetica amplificada de um poema sofrido ou arrancado de olhos entumecidos
O que seria de um ser que só se vê diante de páginas
em livros pequenos
sussurados a beira de uma madrugada qualquer?
Seria eu mais mortal se de mim tirassem
o remédio
o martelo
o anel esquecido...
... e as metáforas tão particularmente minhas...
[à minha amiga Amalita
a poetisa das escaladas verticais
e de letras e versos e poesia
no sangue, na força e na corda bamba dessa vida!
Vou ainda nesse asteróide!]
o comentario não ficaria sem uma homenagem 'by me'
Um comentário:
Nossa... achei tão linda a homenagem! E quem entende de poesia? Não sei... Precisa entender? Basta sentir! E tu tens tantos sentimentos, minha querida... Grata! :)))
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